Bursite Trocanteriana

Dr. Lourenço Peixoto, especialista em quadril

As dores na região lateral do quadril são muito prevalentes principalmente em mulheres a partir da quinta década de vida. É consequência de um processo degenerativo tendinoso (Glúteo médio e/ou mínimo) associado ou não à uma síndrome friccional da banda iliotibial e à bursite do quadril.

O quadro se caracteriza por dor na região lateral do quadril normalmente intensificada com a palpação e com o ato de abduzir e rodar externamente o quadril (perna de índio). É comum observar a marcha claudicante e enfraquecimento muscular nos casos mais avançados. É também comum a incapacidade de se dormir sobre o lado acometido.

O diagnóstico desta patologia se dá pelo exame físico e é complementado pelas imagens de Rx e Ressonância Magnética.

O tratamento se basea em três etapas. A primeira consiste no tratamento fisioterápico que deve durar, no mínimo, 6 semanas. Quando há falha do tratamento fisioterápico partimos para a segunda etapa que se basea na infiltração local com corticóide. Caso as infiltrações associadas a fisioterapia não consigam reverter o quadro clínico, optamos pelo tratamento artroscópico. A utilização de PRP (plasma rico em plaquetas) é experimental e só deve ser realizada no contexto de pesquisa clínica formal, já que não há comprovação científica de seu benefício nem dos potenciais danos causados por este tratamento.

O tratamento artroscópico para as tendinopatias do glúteo médio-mínimo e bursite trocanteriana consiste no reparo dos tendões degenerados e na remoção da bursa inflamada, devolvendo uma articulação livre de processos inflamatórios nocivos.

A reabilitação nestes casos vai depender basicamente da qualidade dos tecidos reparados durante o ato cirúrgico variando de 6 a 12 semanas de tratamento fisioterápico até a normalização do quadro.