Pubalgia
A pubalgia se caracteriza pela presença de dor, na região baixa do abdômen e na virilha. Descrita pela primeira vez em um atleta de Esgrima, seu diagnóstico se tornou mais popular em 1983, quando Willey descreveu o primeiro caso em um atleta praticante de futebol. Desde então este diagnóstico vem se tornando cada vez mais comum ganhando muito apelo no mundo esportivo, e é cada vez mais frequente em atletas recreacionais e profissionais, sendo uma doença causada basicamente por sobrecarga de exercícios.

Atualmente estima-se que cerca de 10% das lesões crônicas relacionadas ao esporte (> 3 semanas de tratamento) sejam pubalgia. Estima-se ainda que aproximadamente 8% das lesões do futebol sejam decorrentes de dor na virilha. É, portanto, considerada uma doença prevalente entre atletas com caráter progressivo, crônico, causando inflamação óssea, destruição cartilaginosa, dos ligamentos e tendões ao redor da Sínfise Púbica.

O quadro clínico se caracteriza por dor em queimação, irradiada para a região medial das coxas, que piora após a atividade física e por vezes contínua. Piora e interfere na performance sexual.

Além da dor, que geralmente tem caráter progressivo, a incapacidade para a prática esportiva é uma característica marcante da doença.

O diagnóstico clínico é complementado com imagens. As radiografias convencionais demostram rarefação e esclerose óssea, na sínfise púbica, o que representa um estágio avançado na doença.

A Ultrassonografia dinâmica define a presença de hérnias intra-abdominais ou inguinais, diagnóstico que deve ser excluído.

A Cintilografia Óssea é notado o aumento de captação do radiofármaco na região do púbis, geralmente maior que a Espinha Ilíaca Ântero-Superior, quanto mais escurecido estiver nesta fase, maior a sobrecarga e o remodelamento ósseo no local. A presença nas fases iniciais do exame estão relacionas a maior inflamação no local.

A Ressonância Magnética Nuclear identifica em muitos casos, a presença de edema na medular óssea do púbis, assim como possíveis tendinopatias dos adutores e da musculatura abdominal.

O tratamento é conservador inicialmente para a maioria dos casos. O tratamento fisioterápico deve persistir por período mínimo de 6 semanas e acompanhado de repouso das atividades desportivas.

Há, porém, uma elevada taxa de insucesso e recidiva do tratamento conservador. Quando isto ocorre o tratamento cirúrgico se impõe.

O tratamento cirúrgico proposto varia de caso para caso mas, de uma maneira geral, consiste num reparo das estruturas tendinosas da parede posterior da virilha associada a uma abordagem da sínfise pubiana e dos tendões envolvidos no processo inflamatório. Para realização deste procedimento é necessária internação hospitalar com alta programada para o dia seguinte ao procedimento.

A anestesia utilizada consiste numa raquianestesia (a mesma utilizada para cesarianas) associada à sedação para que haja maior conforto e tranquilidade durante todo o ato operatório. Todos os pacientes são operados na posição supina (de barriga para cima). O acesso cirúrgico normalmente se localiza na região da virilha e é facilmente encoberto pela roupa.

O processo de reabilitação é bastante dinâmico e rápido visando devolver o paciente às suas atividades desportivas dentro de poucas semanas.

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